Já não se via mais nenhum vulto ao longe. Seu pai acabara de desaparecer nas planícies de Capivari.
Aniluzia não estava apercebida ainda do ocorreria dali para frente com sua vida. Continuou a brincar com seus irmãos naquela manhã fria e ensolarada de inverno. Mais tarde deu uma olhadita para os lados onde Seu Xico costumava ir com seu cavalo aos domingos, pois já era passado do meio dia e o vivente não aparecera pro almoço. Sua irmã Nilse estranhou o entristecimento e convidou Aniluzia para brincar de "péga-péga" pelo quintal de casa.
Ao entardecer, em silêncio Dona Júlia, preparou o jantar da filharada e após deu banho nos menores, colocando-os para dormir. Era um uma quietude só.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
UMA NOITE EM MAUS LENÇÓIS
É madrugada e aqui estou, ainda embrabecido pela situação ocorrida ontem. Sou obrigado a me casar.
Minha prenda engravidou e é de menor, dezesseis anos e morena. Meus pais são contra o casamento, minha família toda é contra casar. Mas preso é vergonhoso para mim, pois eu gosto dessa guria, pelo menos eu acho que sim. O juiz não precisava me por na cadeia. Assim tudo tão rápido, que barbaridade!
Que noite desgraçada! Quando percebi era tarde demais, já estava enjaulado, -maldito xelindró!
E essa soltura que não vem! - Já disse que caso com a prenda!
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